Poesia

Sobre Fé

Fé é crer em Cristo assim como a árvore seca que sabe que a primavera irá chegar
 

Fé. No dia a dia. Nos grandes dilemas da vida.

Fé. Crer em Ti, confiável. Crer nas Tuas palavras, irrevogáveis. Confiar em Teu amor, eterno. Saber Teu cuidado, sempre terno.

Fé. Nem sempre ver o caminho, mas conhecer o Guia, e por isso, dar o próximo passo sem medo.

Fé. Nem sempre entender a história, mas conhecer o Autor, e por isso, viver o enredo.

Fé. Nem sempre ter respostas, mas conhecer Aquele que tudo sabe, e por isso, descansar enquanto espero.

Fé. Muitas vezes chorar, mas conhecer o Consolador, e por isso, ser confortada.

Fé. Muitas vezes fraquejar, mas conhecer a Rocha, e por isso, ser fortalecida.

Fé. Muitas vezes sofrer, mas conhecer o Amor, e por isso,  saber que jamais estará sozinha.

Fé. Nem sempre saber, mas saber o suficiente: Ele É quem diz Ser. E Ele está comigo, como disse que estaria. Até o fim. 

(e depois disso, quando o fim se tornar um eterno começo)

Poesia

Portas

Luci abre a porta para o reino de Nárnia

No caminho da vida, encontrei portas.

Algumas abertas, escancaradas, braços estendidos convidando para chegar do outro lado.

Ah, já sabendo o que encontrar, como é fácil atravessar.

Mas quantas outras portas encontrei fechadas.

Com medo, paralisei.

O que haverá do outro lado?

Segredos que valem ser revelados?

Um lindo jardim ou um deserto?

Um reino encantado ou um lugar atribulado?

Mas ficar paralisada não é opção para quem deseja continuar.

Com coragem, é preciso abrir a porta.

E descobri que às vezes a chave está ali mesmo, por perto. Como Alice, só devo estar atenta.

Outras vezes, a porta está apenas encostada. Como Lucy, só devo estar curiosa para descobrir.

Algumas vezes, a porta está emperrada. Com um pouco de força e criatividade, poderei abri-la.

Mas há vezes que por mais que tente, sei que não conseguirei.

E nessa falta de força, a ponto de desistir, aprendi que preciso apenas bater.

Alguém tão gentil e com um sorriso aberto, terá todo o prazer de abri-la para mim.

E percebi que o que há do outro lado já não importa tanto assim.

O que faz sentido mesmo, de atravessar qualquer porta, é Ele, com suas mãos marcadas a segurar as minhas, para seguirmos juntos, na caminhada da vida.

Devocional

Uma Grande Notícia

A cruz de Jesus Cristo traz uma grande notícia.
 

Por todo o mundo, as notícias são de morte. A cada instante, os números crescem. Por trás de cada número, uma pessoa. Uma pessoa com nome, sonhos e tanto desejo de viver. E a cada vida que se vai, uma família que fica. Que fica com a saudade, com o choro, com o quarto vazio, o lugar na mesa vazio. E a cada vida que se vai, um amigo que fica. Fica com o coração doído, com a risada guardada, a história na ponta da língua (e agora, pra quem irá contar?).

Desde o início do mundo é assim. A morte separa, faz chorar, faz doer. Ela avisa que vai chegar, mas ninguém a espera. E quando chega é surpresa, não dá tempo pra despedidas, “mas ontem eu falei com ele, estava tão bem…”. A morte vem pra todos, não poupa ninguém. Não se importa com a idade, com o dinheiro, não pergunta se já realizou os sonhos que queria, se já se apaixonou, se há alguém com quem se reconciliar. Ela apenas vem. Arranja uma desculpa e vem. Foi um acidente, foi um câncer, foi a guerra, foi o novo vírus, foi mal súbito, foi de repente.
 
Mas não era para ser assim! Quando tudo começou o sopro era de Vida. Apenas Vida! Mas o pecado entrou em cena e com ele a morte… mas não para sempre.
 
Porque houve um tempo, que o próprio Deus veio ao mundo. Nasceu como menino chorão, dobrinhas no joelho, cheirinho, olhos curiosos, mãozinhas espertas. O menino, chamado Jesus, cresceu, se provou Mestre. Ensinou, inspirou, confrontou. Fez amigos, brincou com o vento, com as impossibilidades, com as crianças. E aqui também experimentou a dor. A traição. A Cruz. E nela, se viu desamparado. Viu a Mãe e o amigo chorando. Fez perguntas. Na mesma Cruz, perdoou. Pronunciou palavras de esperança. De consolo. E naquela sexta-feira, entregou ao Pai seu espírito e morreu. O motivo? Amor. O Maior Amor do Mundo.
 
Mas a morte ficou inquieta. Andando de um lado para outro, sabia que algo poderoso estava para acontecer. Que dessa vez a vitória seria de outro. Domingo chegou, e não teve para onde fugir. O túmulo ficou vazio. A morte foi vencida, Jesus Ressuscitou!
 
Para todo o mundo, que Grande Notícia!
A morte não tem a palavra final. Há vida prometida. Há esperança. Na morte, há encontro – com o próprio Autor da Vida!
 
Diz um ditado por aí que para tudo se dá um jeito, menos para a morte. Pois olha só, até pra morte há um jeito – e esse jeito é uma Pessoa, é Jesus!
 
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?” – João 11.25-26
 
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3.16