Devocional

Uma Grande Notícia

A cruz de Jesus Cristo traz uma grande notícia.
 

Por todo o mundo, as notícias são de morte. A cada instante, os números crescem. Por trás de cada número, uma pessoa. Uma pessoa com nome, sonhos e tanto desejo de viver. E a cada vida que se vai, uma família que fica. Que fica com a saudade, com o choro, com o quarto vazio, o lugar na mesa vazio. E a cada vida que se vai, um amigo que fica. Fica com o coração doído, com a risada guardada, a história na ponta da língua (e agora, pra quem irá contar?).

Desde o início do mundo é assim. A morte separa, faz chorar, faz doer. Ela avisa que vai chegar, mas ninguém a espera. E quando chega é surpresa, não dá tempo pra despedidas, “mas ontem eu falei com ele, estava tão bem…”. A morte vem pra todos, não poupa ninguém. Não se importa com a idade, com o dinheiro, não pergunta se já realizou os sonhos que queria, se já se apaixonou, se há alguém com quem se reconciliar. Ela apenas vem. Arranja uma desculpa e vem. Foi um acidente, foi um câncer, foi a guerra, foi o novo vírus, foi mal súbito, foi de repente.
 
Mas não era para ser assim! Quando tudo começou o sopro era de Vida. Apenas Vida! Mas o pecado entrou em cena e com ele a morte… mas não para sempre.
 
Porque houve um tempo, que o próprio Deus veio ao mundo. Nasceu como menino chorão, dobrinhas no joelho, cheirinho, olhos curiosos, mãozinhas espertas. O menino, chamado Jesus, cresceu, se provou Mestre. Ensinou, inspirou, confrontou. Fez amigos, brincou com o vento, com as impossibilidades, com as crianças. E aqui também experimentou a dor. A traição. A Cruz. E nela, se viu desamparado. Viu a Mãe e o amigo chorando. Fez perguntas. Na mesma Cruz, perdoou. Pronunciou palavras de esperança. De consolo. E naquela sexta-feira, entregou ao Pai seu espírito e morreu. O motivo? Amor. O Maior Amor do Mundo.
 
Mas a morte ficou inquieta. Andando de um lado para outro, sabia que algo poderoso estava para acontecer. Que dessa vez a vitória seria de outro. Domingo chegou, e não teve para onde fugir. O túmulo ficou vazio. A morte foi vencida, Jesus Ressuscitou!
 
Para todo o mundo, que Grande Notícia!
A morte não tem a palavra final. Há vida prometida. Há esperança. Na morte, há encontro – com o próprio Autor da Vida!
 
Diz um ditado por aí que para tudo se dá um jeito, menos para a morte. Pois olha só, até pra morte há um jeito – e esse jeito é uma Pessoa, é Jesus!
 
“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?” – João 11.25-26
 
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3.16
 
Poesia

O incontrolável

Como controlar
O que está fora
Do alcance,
Tão distante,
Se em um instante,
Surge o inesperado,
O inevitável,
O que é incontrolável?
Como controlar
Esse emaranhado
De caminhos,
Curvas,
Rotas confusas,
O destino,
A próxima parada,
Se haverá saída?
Como querer controlar
Se haverá sol,
Chuva,
Brisa,
Vento,
Bom tempo,
Como controlar
O tempo?
Esse tempo
Destemido,
Que vai indo,
Que já foi,
Que não enrola,
Que não volta,
Que escapa,
Que nem chega?
Como controlar
O sentimento que surge,
Envolve,
Esse mistério,
Por quem se apaixona,
Se também será amado,
Se será eterno,
Se será amor?
Como controlar
O desencontro,
Se haverá outra chance,
Quem vai partir,
Se um dia voltará,
A despedida,
O desenrolar da vida,
O suspiro final?
Ah, quanta inocência,
Que ilusão,
De algum dia achar,
Considerar,
Que alguma coisa,
Que alguma situação,
Seja ela qual for,
Poderia controlar.
Poesia

A Vida em Suspensão

Deixaste
A vida em suspensão,
Pairando no ar.
Disseste:
Até que aconteça algo
Ela assim ficará.

E assim,

Aguardaste
Um amor
Para sorrir,
Um lugar diferente
Para ir,
Um grande festa
Para se divertir,
Uma ocasião especial
Para a roupa nova vestir.

E assim,
Esperaste
Um emprego melhor
Para se dedicar,
Ouvir um pedido
Para ajudar,
Um oportunidade de ouro
Para aproveitar,
Pessoas perfeitas
Para amar.

E assim,
Não viste:
Os dias se foram,
Tudo passou.
Nem percebeste
Quando as linhas arrebentaram
E a vida acabou.