Reflexão

Pai: uma missão de Amor

De todos os papéis que desempenhamos na vida, talvez o mais desafiador e gratificante seja aquele como pais e mães. Um papel que acompanha milhares de palpites, mas que só se descobre no dia a dia, vivendo na prática. Um papel que vem sem roteiro, sem spoiler, restando apenas abrir o coração para as possibilidades e surpresas que virão.

É um papel carregado de propósito, missão de “gente grande”! De gente que reconhece o privilégio, mas também acolhe a responsabilidade que acompanha essa missão.

E que missão!

É cuidar de um serzinho que confia cegamente em você. É se entregar sem cobrar retorno ou compensação. É agir sabendo que está sendo observado, admirado e, muitas vezes, copiado.

É guiar pela mão, mas até certo ponto, pois sabe que haverá um momento que o “soltar a mão” é a melhor coisa a se fazer pelo filho.

É ser firme, é ser leve – e haja sabedoria para saber a hora para cada coisa!

É proteger, instruir, incentivar, celebrar. É respeitar, ouvir, confiar. É uma jornada que envolve decisões grandes e pequenas, compromisso, mudança de planos, medos.

Mas que também envolve riso, aprendizado, desenvolvimento de caráter, novas habilidades, amor.

E quanto amor!

Um amor diário e constante, expresso de diversas maneiras. No suco de laranja preparado pela manhã. No brigadeiro incluído no lanche da escola ou na marmita do trabalho. Na pergunta sobre como foi o dia. No interesse na piada contada pela vigésima vez. Na carona até o ponto de ônibus. Na companhia para ver o filme mesmo sem nada entender. Nas palavras ditas e nos abraços apertados. Nos conselhos e conversas difíceis. Nas broncas repetidas. No erro que se assume. No pedido de perdão. No ato de perdoar.

É estar junto em todas as fases da vida. Nas aventuras de criança, cabana improvisada com lençol, banho de mangueira no quintal, videogame, dia de princesa. Idas ao parque, à sorveteria, alguns joelhos ralados, algumas birras e muita história para contar.

É estar junto nos dilemas de adolescente. Primeiro amor, primeiro coração partido, escolher “o que fazer da vida”, mudar de curso no meio do ano, tantas descobertas, tantos erros. E continuar ali para ensinar, para entender, para recomeçar juntos. Sempre por perto, mas dando o espaço necessário para o filho crescer e descobrir o próprio caminho.

E quando chega a fase adulta, é continuar junto, compartilhando a vida, apoiando as escolhas, ainda dando colo quando é preciso. É ver os filhos construindo legados, formando família, conquistando o mundo, alicerçados em valores que aprenderam com você. É também aprender a inverter os papéis se preciso for – permitir que o filho se torne agora um pouco pai e mãe.

É um dia olhar para trás e sentir saudade das mãos pequenininhas e pés desengonçados correndo para você. Mas também sentir alegria ao reconhecer a relação de respeito e confiança que construíram juntos, andando lado a lado.

É fazer dessa missão – ser pai – a mais feliz aventura da vida!

*Meu agradecimento a Deus pela vida do meu Paizinho, que com seus 76 anos ainda se desdobra em amores e cuidados por mim. Todo o meu amor para ele!

Poesia

Ele é a Luz!





Luz que ilumina o caminho por onde devo passar, expulsando todo o medo.
Luz que ilumina os pensamentos, esclarecendo a confusão e as dúvidas.
Luz que traz à tona a verdade, principalmente a que existe aqui dentro. Mas no seu amor e graça, eu quero tudo revelar.

Ele traz luz aos sentimentos, me ensinando que a bondade e o amor sempre são as melhores escolhas.
Ele traz luz à cada manhã, revigorando as forças e me dando uma nova porção de alegria e misericórdia.
Ele traz os meus sonhos à luz, me mostrando que posso nele confiar, me provando que seus sonhos para mim são ainda maiores.

Ele é a minha luz!

Poesia

Mãe



É quem carrega um dom (recebido dos céus)
Quem dá seu colo (mesmo quando o filho cresce)
Quem carrega outra vida no coração (em todo o tempo)

É quem segura firme as pequenas mãos
Quem aguenta firme quando é preciso dizer não

É quem acalenta na hora do choro
Quem se diverte junto e ri até perder o fôlego

É quem tem uma vontade imensa de pintar um mundo mais colorido 
Quem tem o sonho de derrubar todos os muros (de separação, de preconceito)

É quem inventa mil histórias, ou apenas, reconta a preferida pela milésima vez
Quem passa a noite vigiando a febre, ou apenas, apreciando a tranquilidade do sono

É quem leva para molhar os pés no mar, e se pudesse, levaria também para pular nas nuvens 
Quem afasta os pesadelos, e se pudesse, afastaria todos os medos

É quem cuida das feridas, sem a pretensão de cicatrizá-las
Quem ouve as dúvidas, sem a pretensão de decidir o caminho

É quem quer livrar das dores, mas sabe permitir os tombos necessários
Quem quer estar junto, mas sabe o tempo de deixar partir

É quem cobre de beijos, cafunés, cuidados e conselhos
É quem requer juízo, verdade e respeito

É quem entende as coisas do mundo (de tudo um pouco) 
Quem sabe tudo sobre o mundo do filho (mesmo quando está escondido)

É quem briga, defende
Quem se emociona, se alegra, agradece

É quem dá bronca com razão
Quem dá abraço sem motivo
Quem dá de si, todinha, sem nada pedir em troca

É quem disfarça o cansaço, a dor, as preocupações
Quem chora baixinho, na escuridão, antes de dormir
Quem renova as forças, toda manhã (como será possível?)

É quem teme o futuro, mas não perde a esperança
Quem se decepciona, mas não recusa o perdão
Quem corrige, mesmo com o coração sangrando

É ação, reação
Razão, emoção
Uma coisa de cada vez
E às vezes, todas juntas

E mesmo quando não for, é tudo.
A base, o norte, o abrigo

Mãe
Quem ama.
Com cuidado terno.
Com amor eterno.