Poesia

Por uma vida mais leve!

“Viva a vida mais leve, Não deixe que ela escorregue, Saiba do seu valor…” (Camarada D’água – O Teatro Mágico)


Essa é uma das muitas lindas frases do O Teatro Mágico.

Sempre que a ouço, penso em como faz bem (para mim e para quem convive comigo) uma vida mais leve.

Viver a vida mais leve é entender que ela é finita.
E que não sabemos o tempo que ainda temos.
Que é importante valorizar as coisas simples da vida,
Estar com os amigos e perdoar.
É entender que por mais difícil que seja uma situação, ela vai passar.
Que complicar o que é simples e sofrer pelas pequenas coisas é uma forma de deixar a vida escapar por entre os dedos. E quem poderá restituir toda vida que se foi?

Tenho aprendido que ninguém está imune aos momentos de dificuldade, dor, solidão, tristeza.

Mas também tenho aprendido que lidar com cada um desses momentos com fé, esperança e paciência, faz a vida ter mais graça e leveza.

Antes de fazer tempestade em copo de água, tenho procurado ver a situação com os pés no chão e a gravidade necessária.

Tenho tentado não entrar em desespero por qualquer coisa como, por exemplo, quando não lembro onde coloquei as chaves ou porque alguém se atrasou para um compromisso.


Tenho tentado me livrar da angústia quando o dia não foi como eu esperava ou porque aquela viagem não aconteceu.


Tenho tentado não sofrer por antecipação e nem viver de preocupação.

Ainda tenho um longo caminho pela frente. Mas sei que é possível.

Que eu possa olhar cada dificuldade como uma oportunidade para crescer.
Cada erro, como oportunidade de aprendizado. 
Que eu possa fazer de cada momento um grande acontecimento.

Afinal, a vida pode ser sim incrivelmente bela. E leve!

Ah, e acabo de ler um livro que trata desse assunto muito bem. Super recomendo: A arte de ser leve, por Leila Ferreira.

🙂

E fica também a boa música para vocês:


*Esse texto foi adaptado de um outro texto meu, publicado em Mais Viver Unimed Paulistana.
Poesia

Meus desejos para o ano novo

Já não ouço os fogos de artifício.
E nem a bagunça das crianças na rua.
Apenas vejo uma folha em branco diante de mim.
Esse é o momento de imaginar como será esse novo ano.
E a melhor forma que encontro para pintar essa tela é escrevendo.
Meus desejos. Meus objetivos.
E até os mais loucos e impossíveis sonhos.
 

Vou apenas passando para o papel o que já estava no meu coração,
E que tem me acompanhado ao longo dos anos.
Mas enquanto escrevo, quantas novas coisas surgem!
Sonhos que ficaram adormecidos por tanto tempo, e que de repente, acordam com toda força.
E sonhos que nunca existiram, mas ao se apresentarem, fazem todo o sentido do mundo.
 

Lista pronta. Rasgada. Reescrita. E até simplificada.
E, humildemente, entrego minha lista nas mãos de Deus, como uma oração, para que sua vontade seja feita:

Que seja um ano de oportunidades.
Para mostrar quem eu sou. Para superar. Para mudar. Para descobrir. Para ser melhor.
 
Que seja um ano cheio de companhia.
De Deus. Da família. Dos amigos. Dos livros. De boa música.

Que seja um ano de perdão, reconciliação e paz.
Que seja um ano de simplicidade, de compartilhar e dividir.
 
Que seja um ano de surpresas, boas notícias, saúde.
Para mim e para quem está a minha volta.
 

Que seja um ano em que eu ria mais (até a barriga doer),
Chore sem sentir vergonha,
E, principalmente, ame sem medo.
 

Nesse ano, quero me declarar mais vezes
E agradecer muito mais. A Deus, à família, aos amigos, à vida.
 

Quero ver beleza e cor, mesmo quando a paisagem for cinza.
Quero força e esperança, mesmo quando o caminho for sombrio.
Quero outras rotas, mesmo que bagunce meus planos.
Quero fé, mesmo quando não veja a saída.
 

Quero crescer, aprender, ensinar e viver outros desafios,
Quero ver mudanças e fazer parte da mudança que tanto espero ver no mundo.

Quero ousadia, mas também obediência.
Expectativa, mas também tranquilidade.

E assim, termino minha lista.
Desejando de todo coração que a graça, misericórdia e amor de Deus
Transbordem em minha vida e através de mim.
Que eu esteja no centro da vontade dEle, com confiança e alegria.
Que assim seja.
Nesse ano e em todos os outros que o Autor da Vida me permitir.

Poesia

Hoje tudo dói


Hoje tudo dói.
 

As pernas doem.
Talvez seja porque eu não tenha me alongado direito antes de patinar.

O estômago dói.
Talvez seja a gastrite. Ou, quem sabe, a ansiedade.

Pensar nos meus sonhos dói.
Deve ser pelo medo deles não se realizarem. 

Ter mais dúvidas do quer certezas dói.
É bem provável que seja culpa desse mundo das possibilidades que tantas vezes se mostrou cruel para mim.

Sentir essa saudade imensa de quem já se foi dói.  Dói como se me faltasse o ar.
Talvez seja porque eu não tenha dito, enquanto era tempo, o quanto me importava.

Sentir que não sentem saudade de mim dói também.
Talvez seja porque isso me pareça um sinal claro de que ninguém se importa mais (ou, talvez, nunca tenha se importado).

Querer estar em outro lugar dói.
Estranho, isso não deveria doer. Será que é porque lá no fundo eu saiba que ainda assim eu não teria sua companhia?

Não saber se você fez as pazes com seu pai ou se conseguiu aquela nota que precisava, dói.
Deve ser porque, apesar de toda a dor que me causou, ainda me preocupo com você.

Errar dói. Não poder consertar tudo dói ainda mais.
Talvez seja porque isso prove o quanto estou longe de quem devo ser.  Mas acho mesmo que é porque eu tenha decepcionado a quem tanto queria bem.

Hoje, até amar dói.
Apenas porque sei que o amor não é suficiente para livrar-me de toda essa dor.