Devocional · Reflexão

Sobre os presentes que Deus nos dá

Já aconteceu de você receber algo que desejava muito, mas ficar um pouco desconfiado? Com medo de que se piscar, tudo poderá sumir? De que se trata apenas de um sonho muito bom, mas que logo irá despertar?

Lembro-me de quando eu estava prestes a realizar o sonho de conhecer Londres. O trem em que estávamos teve algum problema um pouco antes de chegar à estação, e ficamos por algum tempo parados. Eu olhei para os trilhos, e com medo pensei: “não é possível que cheguei até aqui e algo vai dar tão errado ao ponto de que não vou chegar à cidade!”. Mas sabe o que aconteceu? Nós chegamos lá! Apesar da minha fé tão vacilante, chegamos e foi incrível!

E assim venho colecionando experiências com Deus! Ainda há momentos que fico meio desconfiada diante de coisas lindas que Ele traz para mim, mas venho aprendendo a confiar! Um pouquinho mais, a cada vez!

E é isso que gostaria de compartilhar:

Quando Ele nos dá algo, é pra valer! Acredite!

Ele não é do “tipo” que nos faz sentir o cheiro do bolo quente e volta a guardar o bolo no forno!

Não, não!

Ele vai servir uma fatia generosa, num prato decorado bem bonito, jogará uma calda de chocolate por cima e ainda trará um café. E sabe o que é melhor?! Sentará à mesa e sorrirá quando provarmos o primeiro pedaço!

E é isso!

Quando Deus te trouxer um presente, receba ele com entusiasmo! Com gratidão! Pode jogar a notinha fora, você não vai precisar devolver!

Talvez para desfrutar do presente você até tenha que ler alguns manuais, precise aprender como usá-lo, ou precise esperar um pouco para que você esteja pronto para usá-lo. Isso acontece! Mas seja paciente, tenha fé! Ele já é seu!

Os presentes que Deus dá são assim: alguns esperados, outros inusitados, mas todos são preparados e embalados por suas próprias mãos!

Eles são entregues na hora certa. Da melhor forma.

E sempre com tanto amor! ❤️

Reflexão

Pai: uma missão de Amor

De todos os papéis que desempenhamos na vida, talvez o mais desafiador e gratificante seja aquele como pais e mães. Um papel que acompanha milhares de palpites, mas que só se descobre no dia a dia, vivendo na prática. Um papel que vem sem roteiro, sem spoiler, restando apenas abrir o coração para as possibilidades e surpresas que virão.

É um papel carregado de propósito, missão de “gente grande”! De gente que reconhece o privilégio, mas também acolhe a responsabilidade que acompanha essa missão.

E que missão!

É cuidar de um serzinho que confia cegamente em você. É se entregar sem cobrar retorno ou compensação. É agir sabendo que está sendo observado, admirado e, muitas vezes, copiado.

É guiar pela mão, mas até certo ponto, pois sabe que haverá um momento que o “soltar a mão” é a melhor coisa a se fazer pelo filho.

É ser firme, é ser leve – e haja sabedoria para saber a hora para cada coisa!

É proteger, instruir, incentivar, celebrar. É respeitar, ouvir, confiar. É uma jornada que envolve decisões grandes e pequenas, compromisso, mudança de planos, medos.

Mas que também envolve riso, aprendizado, desenvolvimento de caráter, novas habilidades, amor.

E quanto amor!

Um amor diário e constante, expresso de diversas maneiras. No suco de laranja preparado pela manhã. No brigadeiro incluído no lanche da escola ou na marmita do trabalho. Na pergunta sobre como foi o dia. No interesse na piada contada pela vigésima vez. Na carona até o ponto de ônibus. Na companhia para ver o filme mesmo sem nada entender. Nas palavras ditas e nos abraços apertados. Nos conselhos e conversas difíceis. Nas broncas repetidas. No erro que se assume. No pedido de perdão. No ato de perdoar.

É estar junto em todas as fases da vida. Nas aventuras de criança, cabana improvisada com lençol, banho de mangueira no quintal, videogame, dia de princesa. Idas ao parque, à sorveteria, alguns joelhos ralados, algumas birras e muita história para contar.

É estar junto nos dilemas de adolescente. Primeiro amor, primeiro coração partido, escolher “o que fazer da vida”, mudar de curso no meio do ano, tantas descobertas, tantos erros. E continuar ali para ensinar, para entender, para recomeçar juntos. Sempre por perto, mas dando o espaço necessário para o filho crescer e descobrir o próprio caminho.

E quando chega a fase adulta, é continuar junto, compartilhando a vida, apoiando as escolhas, ainda dando colo quando é preciso. É ver os filhos construindo legados, formando família, conquistando o mundo, alicerçados em valores que aprenderam com você. É também aprender a inverter os papéis se preciso for – permitir que o filho se torne agora um pouco pai e mãe.

É um dia olhar para trás e sentir saudade das mãos pequenininhas e pés desengonçados correndo para você. Mas também sentir alegria ao reconhecer a relação de respeito e confiança que construíram juntos, andando lado a lado.

É fazer dessa missão – ser pai – a mais feliz aventura da vida!

*Meu agradecimento a Deus pela vida do meu Paizinho, que com seus 76 anos ainda se desdobra em amores e cuidados por mim. Todo o meu amor para ele!

Reflexão

Aos professores, toda gratidão

Professor é esse ser que ensina, que instiga, que leva ao questionamento, à reflexão, à construção do pensamento.

Professor é esse ser com mãos firmes que guiam mãos pequenas sobre o papel, rabiscos que vão tomando forma, se tornando letra cursiva, desenhos, projetos.

Professor é esse ser com voz forte, que muitas vezes se repete, que encontra outro jeito de explicar, até fazer entender – o conceito, o ensino, o sentido.

Professor é esse ser com olhar atento, que percebe a dúvida, o medo de errar, a inquietação para o sinal do intervalo. Que vê além da nota, que vê o futuro, que vê potencial em cada aluno.

Professor é esse ser que enfrenta desafios, que se reinventa, que muda caminhos, que cria outras estratégias, que busca forças a cada manhã. É esse ser que luta por direitos – os seus, os dos seus alunos. Que luta pela Educação de todo um país.

Professor é esse ser humano frágil e, ao mesmo tempo, tão mágico, que acende a luz para o novo, para o desconhecido, para as infinitas possibilidades.

Gratidão a todos os professores – em especial, aos que tanto contribuíram para minha formação e guardo com carinho no meu coração.