Poesia

Palavras, poderosas palavras

Palavras, meras palavras
Pretensiosas, buscando traduzir emoções
Tentando dizer aquilo que nem consigo entender

Às vezes são forjadas, gentis, disfarçando a fúria
Mas de repente, não sendo possível segurá-las
Trazem à tona mágoas guardadas e dores profundas

Às vezes as palavras são apenas sussurros
Segredos lançados ao vento
Desejosas de serem levadas ao coração certo
Quando não há a coragem de serem ditas estando perto

E às vezes são gritos aos quatro cantos
Declarações sem nada a esconder
Palavras que já não cabem aqui dentro
Que lutam para ser livres e alcançar a quem tem direito

Quantas vezes são confusas, sem sentido
Sem começo, meio ou fim
Querendo narrar uma história que não acabou
Querendo explicar um amor que nem o coração compreendeu


Palavras, palavras e palavras
Sempre revelando o que há dentro de mim
Muitas vezes ditas só por um olhar
Quantas vezes ditas simplesmente pelo silêncio.
Poesia

Saudade

Ah, quanta saudade!

Enchendo o coração com tantas lembranças
Trazendo sorriso ao pensar em um momento de alegria
Ou lágrimas ao pensar que a pessoa que estava nesse momento já não pode mais estar.

Sentir saudade é assim… 
É querer voltar no tempo
É, apesar do tempo, ainda conseguir ouvir a leveza de uma risada
Ainda conseguir sentir o calor de um abraço. 
É rever fotos
Reler cartas
Reavivar momentos com tantos detalhes que é como se estivesse vivendo-os novamente.

Sentir saudade é assim…

É ver nos quadros da memória aqueles que marcaram a vida…
(A professora que ensinou a ler,
O amigo com quem repartia o lanche no recreio,
O avô com seu abraço carinhoso.)
É contar pela milésima vez sobre um dia especial
Ou sobre um dia comum ao lado de alguém que muito amou
Sentir saudade é simplesmente assim…
Poder olhar para trás com o coração apertado
E ter a certeza de que valeu a pena!
Poesia

Um presente chamado vida!

Como é bom receber um presente! Admiramos a caixa tão bem feita e ficamos a imaginar o que dentro há. Mas só imaginar não é suficiente. É preciso abri-lo.

Então, apesar da insegurança ou medo de não gostar do que pode haver lá dentro, com muito cuidado vamos desembrulhando. Aos poucos, as fitas caem e começamos a encher o coração com a expectativa de que iremos encontrar algo maravilhoso.

E encontramos. Às vezes, não entendemos a funcionalidade. Ou por que é daquela cor que nem sequer é a nossa preferida. Mas mesmo assim ficamos agradecidos porque sabemos que receber um presente sempre é muito especial.

E assim acontece quando recebemos um novo ano. Um presente pronto a ser desembrulhado, pois só imaginar como ele será não é suficiente. Um presente pronto a ser vivido, pois apesar da insegurança ou medo, sempre valerá a pena.

Pode até ser que encontremos algumas lágrimas e despedidas. Algumas dores e frustrações. 

Mas ainda assim, entre os laços caídos no chão, sempre poderemos encontrar esperança, um sorriso amigo, um abraço aconchegante, força para continuar e a alegria de saber que quem nos deu esse presente maravilhoso sempre estará conosco: Deus, o autor da vida.