Poesia

Atitudes que inspiram

Quantas coisas me inspiram!
Ver o pôr-do-sol,
ler uma história com final feliz,
ouvir uma música cheia de poesia.

Mas o que mais me inspira são as pessoas.
Aquelas que sorriem,
que são gentis,
que cumprimentam.

Aquelas que sem falarem nada, transmitem sabedoria.
Que em atitudes tão simples, transbordam amor.
Que impactam a vida de tantas outras pessoas sem nem ao menos perceberem.

São pessoas anônimas para o mundo.
É o vizinho que tem buscado roupas de casa em casa para uma família que precisa.
É o rapaz que acompanha o deficiente visual até seu destino.
É a moça que reúne os amigos para doarem sangue.
É o pai que cuida com tanto carinho de uma horta e depois, sai a distribuir abobrinhas e espinafre para os vizinhos.

São pessoas que provavelmente não terão uma biografia publicada ou um filme baseado em suas vidas.
Que não receberão fama, créditos e nem ficarão mais ricas por isso.
Elas apenas são o que são.
Elas agem com o coração.

Elas dão o melhor que tem.
Dão tudo o que podem.
Dispõe de tempo, de atenção, de carinho.
E nunca esperando algo em troca.

Talvez, elas apenas querem que outras pessoas sintam
Um pouco da vida que elas têm dentro de si.

Sim, são pessoas que definitivamente me inspiram!
A acreditar na humanidade,
a ter esperança,
a querer fazer o melhor e
ser o melhor que posso ser.

Afinal, 
A vida pode ser muito mais especial e significativa
Para quem escolhe a bondade como caminho!

“Testemunhe a felicidade, sinta o amor, acredite na bondade!”


[O meu desejo é que você também se inspire nessas pessoas. E que elas, ao olharem para suas atitudes, também sejam inspiradas]

*Texto meu também publicado em Mais Viver Unimed Paulistana
Poesia

Em seu lugar

Gostaria de estar ali, em seu lugar,
Mesmo que apenas por um pouco de tempo.
Só assim, eu conseguiria entender, por completo, essa sua dor,
E quando você chorasse, eu saberia as palavras certas a dizer.

Se eu pudesse estar ali, no seu lugar,
Compreenderia suas angustias e dúvidas,
Viveria o seu lado da história,
E veria as cores que, desse lado, eu não consigo ver.

Mas eu não posso estar no seu lugar.
Descobri que há também uma história escrita para mim,
E só eu poderei vivê-la, desse lado de cá. 

Mas ainda assim, mesmo que pareça tão pouco,
Eu quero compartilhar da sua dor,
Ouvir suas angústias,
Arriscar palavras de conforto,
E, com todo o meu amor, estar ao seu lado.

Pois quis o Autor da História, 
Mesmo nos dando enredos diferentes,
Colocar o meu lugar próximo ao seu, 
E eu não pediria para estar em nenhum outro lugar. 

Poesia

Entre Irmãos

Uma das implicâncias que tenho com meu irmão mais velho e sua esposa é sobre a decisão deles de terem um único filho. E sem medo de ser chata, repito: gente, meu sobrinho merece ter um irmão!

Ok, ok, sei que não deveria me intrometer nisso. Afinal, são eles que bancam as despesas e têm a responsabilidade de criar e educar um filho nesse “mundão”. Mas vez ou outra, mesmo que por brincadeira, volto no assunto. Quem sabe eles mudam de ideia e o Gabriel ganha um irmão, não é?

O principal motivo de eu querer tanto que meu sobrinho tenha um irmão, é justamente porque eu sou apaixonada pelos meus. Eles são presentes que sempre encherá meu coração de gratidão a Deus!

E olha que meus pais capricharam para valer! Dois meninos e duas meninas, e sem modéstia, todos lindos, inteligentes, responsáveis, gentis e… a lista é longa. Sou “irmã-coruja” assumida.

Temos muitas semelhanças entre nós, tanto na aparência quanto na personalidade, mas cada um tem seu jeito e seus dramas e isso faz com que tudo seja mais equilibrado e divertido na família.

Quando morávamos sob o mesmo teto havia muitas brigas, pirraças, manhas e até ameaças (vou contar para a mãe!). Tinha a disputa por ser o preferido, ter o melhor quarto, escolher o canal de televisão ou sentar na janela.

Mas havia também a cumplicidade, o companheirismo e a amizade, o que continuou à medida que fomos “crescendo” e seguindo pela vida.

Mesmo na fase em que cada um ficava no seu canto, o fato de saber que estávamos na mesma casa era reconfortante para mim. E quando chegou o momento dos mais velhos se casarem e terem suas próprias famílias, pareceu-me que, mais do que um quarto vazio, meu coração tinha um pedaço faltando! Muitas vezes de manhã ficava quietinha deitada na cama, achando que a qualquer momento iria ouvi-los andando pela casa e colocando em alto som músicas do Zé Geraldo.

Ainda sinto falta de quando todos estavam em casa, fazendo bagunça e a cada hora, uma turma de amigos entrando ou saindo. Mas por outro lado, ganhei cunhadas e sobrinhos que amo e que completam a felicidade da nossa família! E ver meus irmãos cuidando de seus próprios filhos com tanto amor, só faz com que meu orgulho e admiração aumentem mais.

Bem, meus irmãos mais velhos me “abandonaram”, mas tenho a caçula para me consolar. Apesar dos quase dez anos de diferença, ela se tornou minha melhor amiga. Passamos horas conversando sobre livros, seriados de televisão e sobre a vida. Saímos juntas e compartilhamos segredos, opiniões, roupas e perfumes. Incentivamos e tentamos realizar os sonhos uma da outra, como na vez em que a levei a um show de um monte de bandas coloridas só para ela poder ver o Fiuk, sua paixão adolescente do momento.

Sempre que há oportunidade de estar junto dos meus irmãos e irmã, aproveito. Pois qualquer que seja o tempo em que estou com eles, mesmo que seja breve como um almoço, uma carona ou um telefonema, é um tempo mais que especial.

Ter irmãos é assim. É ter amigos para qualquer hora, com os quais podemos contar em qualquer situação. Eles podem ser chatos, irritantes e até insuportáveis, mas como li em um dia desses, daríamos a vida por eles se assim fosse preciso. Falamos mal deles o quanto quisermos, mas ai de quem se atrever a concordar!

Temos o mesmo sangue, sobrenome, lembranças e levamos um pouco de nossos pais por onde andamos. E ficamos com aquela certeza de que fomos abençoados por nascer nesta e não naquela família.

E se você não tem um relacionamento tão maravilhoso assim com seus irmãos, se teve mágoas, crises e dores, tente perdoar. Os elos construídos ainda quando crianças terão força para renovar essa relação tão especial.

Texto meu também publicado no Blog Mais Viver Unimed Paulistana