Poesia

Pés independentes

Pés indecisos não sabem para onde ir. Direita, esquerda, voltar, seguir em frente…

Angustiados, discutem: como chegar?
 

Ansiosos, querem logo estar lá e temerosos, especulam o quê os aguarda quando lá estiverem.

Pés que correm, quando ameaçados. Que param, quando cansados. Que duvidam, quando é preciso fé. Que temem, quando é preciso confiança.
Para onde vão os meus?
 

Por que quando quero seguir em frente, eles desobedecem?
Insistem em permanecer onde estão?
Assim, fico sem os compreender…  
Correm para não chegar atrasados, mas não correm para alcançar sonhos.
Voltam atrás por covardia, mas não voltam para corrigir erros.
Param para descansar, mas não param para refletir.
Caminham entre pedras, mas não dançam entre flores.
Assim, meus pés são…
Com alma própria e independentes.

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