Poesia

Sem limites para servir ao Deus que é infinito



Na busca da realização de nossos sonhos e vontades, não medimos esforços nem nos intimidamos diante das dificuldades. As barreiras são apenas contratempo que nos dão a certeza de que quanto mais difícil a caminhada, mais satisfação e orgulho teremos quando chegarmos lá. O céu é o limite.

No entanto, quando se trata de nosso relacionamento com Deus, muitos limites são impostos por nós mesmos. Limites no tempo, nas ações e até no amor e serviço ao próximo.

O dízimo é fielmente entregue, mas se alguém pedir um auxílio no decorrer do mês, não nos compadecemos, mesmo se esse alguém for da própria família. Afinal, já demos o que tínhamos que dar. Cumprimos com dedicação nosso ministério de louvor, mas se precisarem de alguém para ajudar na cozinha, fazemo-nos de desentendido.
Participar de um culto dominical torna-se suficiente, a breve e cansada oração antes de dormir torna-se satisfatória e o adesivo evangelístico colado no carro torna-se obediência ao “Ide”.

Ah, quantas vezes devemos perdoar ao próximo mesmo? Setenta vezes sete? Tantos cristãos ainda com essa dúvida que um dia foi dos discípulos. Mas quem foi alcançado pela graça de Cristo, tendo sido já perdoado por ele, deveria contabilizar os perdões? Quem foi amado de tal maneira poderia definir quanto amor dedicar ao próximo?

Lembro-me da sunamita preparando um quarto para Eliseu, da pecadora derramando seu unguento tão valioso, de José de Arimatéia pedindo o corpo de Jesus, de Priscila e Áquila expondo suas cabeças pela vida de Paulo. Ações que não estavam no script. Pessoas que não esperaram uma ordem para agir, mas simplesmente aproveitaram a oportunidade de amar além das palavras.

E assim, lembro-me de Cristo, manso e suave, ensinando a andar a segunda milha, dar a outra face, amar os inimigos, fazer o bem aos que nos aborrecem. Vejo-o aplicando cada uma de suas palavras no calvário, amando e perdoando numa cruz. 

Podemos fazer mais. A questão é: estamos dispostos?

Que hoje possamos nos dispor a uma nova jornada em que faremos mais, muito mais. Que nessa jornada não haja limites para servir ao Deus que é infinito, poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente alem daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.
Poesia

Ele nos ama!

Mas Deus prova seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Rom 5.8)

Sempre que me lembro dessa verdade meu coração se alegra, se conforta e enche-se de gratidão e esperança. Deus me ama! Amor demonstrado numa cruz.

E independente de quem sou, do que faço ou do que sinto, Ele continua a me amar.

Nunca fui digna de tal amor. Nunca mereci tal amor. Mas mesmo assim, Ele me amou e se entregou por mim. Por nós.
Amou de tal maneira que não há palavras para definir, conceituar, mensurar.

O que posso fazer se não, simplesmente, receber tamanho amor do Deus que é amor?
O que fazer se não amá-lo com todo o coração, alma e entendimento?

 
Poesia

Foi-se!

Palavras que não disse, olhares que não sustentou,
Tantos abraços que recusou, tanta dor que provocou.

Sem nem perceber, quantas oportunidades perdeu,
E mesmo percebendo, a muitos aborreceu.

Tão pouco amou, tão pouco se importou,
Indiferença no sorriso, no olhar e na palavra,
Indiferença que a todos magoava.

Seria seu coração tão frio assim?
Ou seria simplesmente o medo de ser feliz?

Foi-se o tempo. Foi-se o momento. 

Mas a vida apresenta uma nova chance.
Consegue vê-la? Pode senti-la?
Ainda há tempo. Outros momentos.
Ainda pode ser feliz.
E fazer feliz.