Poesia

Supera-te!

Correr apesar do cansaço. Saltar embora a altura assuste. Levantar mesmo quando a dor do tombo atormenta. Ultrapassar limites. Exceder as expectativas. Cruzar fronteiras. Persitir. Continuar. Surpreender. Superar. 

É preciso ir além do necessário, do solicitado, do esperado.  É preciso compreender que o comum, o básico, o mais-ou-menos está abaixo da capacidade do ser humano.

Fomos feitos para mais, muito mais. Mas só é possível quando queremos. Só é possível quando fazemos o melhor sem nos preocupar com o tempo corrido ou a falta de recursos.

O melhor já possuímos: o dom da vida. Agora, é preciso escolher qual caminho trilhar. Quais lembranças deixar. É preciso escolher o melhor do mundo e dar o melhor ao mundo. 

Só assim, o melhor da vida terá sido desfrutado. E Muito Mais. 
Poesia

Pés independentes

Pés indecisos não sabem para onde ir. Direita, esquerda, voltar, seguir em frente…

Angustiados, discutem: como chegar?
 

Ansiosos, querem logo estar lá e temerosos, especulam o quê os aguarda quando lá estiverem.

Pés que correm, quando ameaçados. Que param, quando cansados. Que duvidam, quando é preciso fé. Que temem, quando é preciso confiança.
Para onde vão os meus?
 

Por que quando quero seguir em frente, eles desobedecem?
Insistem em permanecer onde estão?
Assim, fico sem os compreender…  
Correm para não chegar atrasados, mas não correm para alcançar sonhos.
Voltam atrás por covardia, mas não voltam para corrigir erros.
Param para descansar, mas não param para refletir.
Caminham entre pedras, mas não dançam entre flores.
Assim, meus pés são…
Com alma própria e independentes.
Poesia

O que adianta?

O que adianta a chuva, se as suas gotas refrescantes são evitadas?
O que adianta os sonhos, se tão pouco é feito para realizá-los?
O que adianta dizer que está arrependido, se as atitudes continuam as mesmas?
O que adianta as flores, se seu perfume não extrai o sorriso?

O que adianta a indignação, se nenhuma voz é levantada?
O que adianta a pressa, se o tempo tem vontade própria?
O que adianta os portões abertos, se há medo do que pode
ser encontrado lá fora?

E o que adianta as palavras, se os mais belos sentimentos são silenciados, a todo o momento?