Poesia

Compromisso

Recentemente li o livro Para Sempre (Kim Carpenter, Editora Novo Conceito) e fiquei maravilhada com a história, baseada em fatos reais.

O livro conta sobre um amor que resultou em casamento. Até aí, nada de mais. No entanto, uma fatalidade muda tudo, desfazendo planos e sonhos para o jovem casal, pois um grave acidente faz com que a esposa perca a memória, inclusive, fazendo com que se esqueça de que um dia se apaixonou e se casou.

Então, começa o drama para o “mocinho”. Apesar de toda a dor de ser desprezado, ele decide reconquistá-la, lutando assim pelo seu casamento.

E ao ouvir essa história, alguns diriam: isso é amor. E eu completaria: isso é amor e compromisso.

Pois muitas vezes o nosso desejo é desistir e talvez a forma mais fácil de lidar com o problema seja isso mesmo. Mas se nos lembrarmos do compromisso que fizemos um dia, teremos a oportunidade de renovar as forças e seguir em frente.

E não falo só do compromisso de casamento não. Afinal, nossa vida é cheia de compromissos que fazemos com Deus, com os outros e com nós mesmos.

Tem a ligação que você se compromete em dar, mas acaba deixando para lá. Ou o compromisso que faz com seu marido de poupar dinheiro para a compra da casa própria, mas quando vê, já não faz mais tanta força assim para guardar. Compromisso de se alimentar melhor, de fazer mais exercícios físicos, de ser pontual e de cuidar dos seus valores.

Fazendo um balanço da minha vida, posso citar de cor os compromissos que fiz ao longo dos últimos anos, mas que não honrei. Mas, em vez de me conformar, resolvi renovar tais compromissos. E me empenhar para cumpri-los. Isso fará bem para mim e para aqueles que acreditaram em mim.

Bem, pesquisando por aqui, descobri que a palavra “compromisso” deriva da palavra “promessa”. E talvez se olharmos dessa forma, conseguiremos levar mais a sério as nossas palavras e decisões. As que dizemos para os outros (independente de testemunhas ou não) e as que dizemos para nós mesmos.

*Texto meu também publicado em Mais Viver Unimed Paulistana
Poesia

A Melhor Mãe do Mundo

Quando será que uma mulher se torna mãe de verdade? Naquele momento, cheio de surpresa, em que descobre que está grávida? Ou quando ouve, pela primeira vez, as batidinhas rápidas do coração do seu filho no consultório médico? Algumas diriam que é quando seguram seu bebê indefeso ainda na sala de parto e outras diriam que é quando o sentiram no peito, se amamentando.

Eu não saberia dizer, pois ainda não realizei esse sonho, que provavelmente é carregado instintivamente no coração de cada menina.

Mas sei o que significa ter uma mãe. No meu caso, a melhor mãe do mundo. Aquela que protege, defende e ama independente do que eu faça. Que me acompanhou no 1ª dia de aula do jardim de infância, segurando firme minha mão e que estava lá do lado de fora me esperando no final da tarde.

Que foi em todas as apresentações inventadas pela “tia” e que recebeu cada lembrancinha do Dia das Mães com lágrimas nos olhos, mesmo quando tal lembrancinha estava deformada ou ainda suja de cola.

E assim tem sido desde quando eu era pequena: minha mãe sempre presente, compartilhando das minhas conquistas, dúvidas, medos e dores. Me ajudando, mimando e me orientando para a vida. Também falando bastante sobre os meus erros, preguiça, que emagreci ou que ando muito cansada. Mas tudo isso porque simplesmente se importa comigo.

Temos nossas diferenças e desacordos, mas sei que sempre será para ela que poderei correr quando o meu mundo estiver desabando. E mesmo que ela não tenha palavras para me confortar, seu abraço será suficiente e me dará a certeza do quanto estou segura, protegida e de que no fim, tudo ficará bem.

*Texto meu também publicado em Mais Viver Unimed Paulistana

Poesia

O cuidado de Deus

Recentemente, me pediram para compartilhar um testemunho do meu relacionamento com Deus. E  assim, ele surgiu…

Como começar o meu testemunho?

Bem, eu não tive câncer para contar como fui curada dele. Não sofri um grave acidente de carro para contar como sobrevivi a ele. Também nunca usei drogas para contar como fui liberta do vicio. Como se vê, não haverá nada de espetacular nesse testemunho. Mas, claro, isso depende muito do ponto de vista.

Porque diariamente vejo, sinto e percebo o cuidado e amor de Deus na minha vida. Coisas até simples, mas que se eu não estivesse bem atenta poderia achar que foi o acaso ou a sorte.

Como, por exemplo, na vez que tive uma grave reação alérgica e depois de dias indo a diferentes médicos, um deles me disse: não sei como você ainda está viva.

Ou quando roubaram meu notebook e depois de ter ficado tão triste por ter perdido minhas centenas de fotos (lembrete: sempre faça BKP dos seus arquivos), descobri que uma amiga tinha salvado todas as minhas fotos num CD, alguns dias antes, só porque ela sentiu vontade de fazer isso.

Teve também a vez em que eu fiquei desempregada e orei: Pai, só quero ser chamada para fazer entrevista quando for para eu passar.  E realmente, fiquei um ano inteiro sem receber nenhuma proposta de emprego. E quando ela chegou, fiz a entrevista já na certeza de que aquele era o emprego que Deus tinha preparado para mim. O que de fato aconteceu e estou nele há quase 4 anos.

A faculdade também foi uma providência de Deus. Eu não tinha condições para pagar, e depois de alguns anos orando e tentando, ganhei bolsa integral para fazer Relações Públicas na Metodista. Durante os 4 anos, em cada amizade, em cada trabalho, prova e apresentação, pude ver o quanto Deus estava cuidando de mim. Sem dúvidas, o COMUN (Comunhão Universitária) também foi um cuidado muito especial, um bálsamo para consolar e alegrar as minhas manhãs (devocionais) e noites (com os cultos na praça ou na Capela).

Outra situação que guardo com muita gratidão foi a oportunidade que eu tive de me despedir de um amigo que eu sequer poderia imaginar que partiria desse mundo.  2 semanas antes daquele triste sábado em que ele partiu, ele foi até a minha casa e me deu um abraço tão forte que ainda hoje posso sentir. Sei que foi Deus que preparou aquele momento.

Teve uma vez que eu precisava de um caderno e me programei para ir comprar. Não precisei. Naquele mesmo dia meu irmão entrou em casa e, com um caderno na mão, me perguntou se eu queria para mim. Gente, coisa simples mesmo! Mas que enche meus olhos de lágrimas de alegria…

Você se atrasa para algo importante, e eis que o ônibus que você precisa passa no instante em que você chega ao ponto. Você está com saudade de alguém e encontra essa pessoa em um cruzamento na movimentada cidade de São Paulo. Você vai comprar um tênis e o sistema do cartão cai. Aí, você entra na próxima loja e encontra o mesmo tênis R$ 40,00 mais barato.

Eu poderia passar horas e horas aqui contando dessas coisas simples. Coisas que vivencio todos os dias. E que mostram o quanto Ele se importa!

E mesmo se não houvesse nada para contar, mesmo que Ele não tive me dado nenhuma dessas coisas, ainda assim eu poderia dizer o quanto sinto seu amor, o quanto sua graça me basta!
Pois eu estava separada de Deus. Em condenação. Em pecado. Cega. Minhas obras eram trapos de imundícia. Eu estava longe de Deus. Sem nenhuma esperança. Ai de mim que ia perecendo!

Mas Ele me amou! Me perdoou. Me reconciliou com Deus. Me deu vida e esperança.
O que Cristo fez naquela cruz sempre será o meu maior testemunho!

Que você possa abrir os olhos para o amor e cuidado de Deus. Demonstrados naquela cruz e em cada detalhe da sua vida.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus! (Efésio 2.4)