Não me acostumo com as mães que berram com seus pequenos, com os filhos que desprezam o amor recebido e com os irmãos que brigam entre si pela parte na herança.
Escolhas
Escolhas, sempre escolhas.
Quando ouço um pedido, a escolha é minha: atender ou ignorar.
Ao falar, a escolha também é minha: abençoar ou ofender.
Num dia difícil, novas escolhas: crescer ou reclamar.
Num dia triste, outras escolhas: chorar ou rebelar-se.
Posso escolher a vida ou a morte. E se opto pela vida, a escolha é passar por ela ou desfrutá-la.
Posso escolher o perdão ou a mágoa. E se opto pelo perdão, a escolha é seguir em frente ou seguir junto.
Posso escolher o desafio ou a zona de conforto. E se opto pelo desafio, a escolha é enfrentá-lo com medo ou com ousadia.
Posso escolher a fé ou a dúvida. E se opto pela fé, a escolha é fé em mim mesma ou fé em Deus.
Escolhas, sempre escolhas e a todo o momento.
O que vestir, o que comer, a que filme assistir.
Como usar meus talentos, qual caminho seguir, com quem compartilhar a vida, qual marca deixar no mundo.
Viver de lembranças, de planos ou, simplesmente, um dia de cada vez.
E pior do que fazer uma escolha errada é andar na indecisão…
O que tem valor?
Aquilo que vem acompanhado de números?
Aquilo que posso tocar, exibir?
Quem inventou que as coisas valem mais do que as pessoas?
E por que aceitamos essa invenção?
Haverá tempo para entender que isso levará à destruição?
Tenho aprendido que ser é mais do que ter,
Amar vale mais que querer, ações mais que palavras
E a alma muito mais que o corpo.
Tenho percebido que alguns momentos valem pela vida inteira
Contemplar o por do sol, gargalhar com os amigos, ouvir velhas histórias
Ver num sorriso desconhecido amizade, Silenciar diante do majestoso
Momentos que valem tanto, mesmo sem ter preço
Que perduram, apesar do instante e que, simplesmente, fazem a vida valer por si mesma.


