Poesia

Meus bons amigos

Há amigos que nos fazem rir, chorar, brigar ou até mesmo, dançar. 

Com eles aprendemos a ser mais fortes, a acreditar nos sonhos e até mesmo, a lidar com a saudade. 


Longas conversas (por telefone, e-mail ou pessoalmente) ou silêncios que dizem exatamente o que precisamos ouvir: estamos juntos! 


Não importa se nos vemos com a frequência que gostaríamos, porque sempre que estivermos pertos, nos despediremos com a certeza de que o momento valeu a pena. 


Não importa a distância, pois todos sempre estarão presentes no coração e oração do outro. 

Não importa os desentendimentos ou mágoas, pois sempre haverá o perdão. 


Não importa o tempo, pois sempre um poderá contar com o outro (seja qual for a circunstância), pelo resto de nossas vidas. 


Algumas amizades são assim… doces, confortantes e eternas… que venham os próximos 10, 20, 30 anos!


Amo vocês!

*texto em homenagem a uma turma de amigos que estará eternamente no meu coração

Poesia

Palavras, poderosas palavras

Palavras, meras palavras
Pretensiosas, buscando traduzir emoções
Tentando dizer aquilo que nem consigo entender

Às vezes são forjadas, gentis, disfarçando a fúria
Mas de repente, não sendo possível segurá-las
Trazem à tona mágoas guardadas e dores profundas

Às vezes as palavras são apenas sussurros
Segredos lançados ao vento
Desejosas de serem levadas ao coração certo
Quando não há a coragem de serem ditas estando perto

E às vezes são gritos aos quatro cantos
Declarações sem nada a esconder
Palavras que já não cabem aqui dentro
Que lutam para ser livres e alcançar a quem tem direito

Quantas vezes são confusas, sem sentido
Sem começo, meio ou fim
Querendo narrar uma história que não acabou
Querendo explicar um amor que nem o coração compreendeu


Palavras, palavras e palavras
Sempre revelando o que há dentro de mim
Muitas vezes ditas só por um olhar
Quantas vezes ditas simplesmente pelo silêncio.
Poesia

Sem limites para servir ao Deus que é infinito



Na busca da realização de nossos sonhos e vontades, não medimos esforços nem nos intimidamos diante das dificuldades. As barreiras são apenas contratempo que nos dão a certeza de que quanto mais difícil a caminhada, mais satisfação e orgulho teremos quando chegarmos lá. O céu é o limite.

No entanto, quando se trata de nosso relacionamento com Deus, muitos limites são impostos por nós mesmos. Limites no tempo, nas ações e até no amor e serviço ao próximo.

O dízimo é fielmente entregue, mas se alguém pedir um auxílio no decorrer do mês, não nos compadecemos, mesmo se esse alguém for da própria família. Afinal, já demos o que tínhamos que dar. Cumprimos com dedicação nosso ministério de louvor, mas se precisarem de alguém para ajudar na cozinha, fazemo-nos de desentendido.
Participar de um culto dominical torna-se suficiente, a breve e cansada oração antes de dormir torna-se satisfatória e o adesivo evangelístico colado no carro torna-se obediência ao “Ide”.

Ah, quantas vezes devemos perdoar ao próximo mesmo? Setenta vezes sete? Tantos cristãos ainda com essa dúvida que um dia foi dos discípulos. Mas quem foi alcançado pela graça de Cristo, tendo sido já perdoado por ele, deveria contabilizar os perdões? Quem foi amado de tal maneira poderia definir quanto amor dedicar ao próximo?

Lembro-me da sunamita preparando um quarto para Eliseu, da pecadora derramando seu unguento tão valioso, de José de Arimatéia pedindo o corpo de Jesus, de Priscila e Áquila expondo suas cabeças pela vida de Paulo. Ações que não estavam no script. Pessoas que não esperaram uma ordem para agir, mas simplesmente aproveitaram a oportunidade de amar além das palavras.

E assim, lembro-me de Cristo, manso e suave, ensinando a andar a segunda milha, dar a outra face, amar os inimigos, fazer o bem aos que nos aborrecem. Vejo-o aplicando cada uma de suas palavras no calvário, amando e perdoando numa cruz. 

Podemos fazer mais. A questão é: estamos dispostos?

Que hoje possamos nos dispor a uma nova jornada em que faremos mais, muito mais. Que nessa jornada não haja limites para servir ao Deus que é infinito, poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente alem daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.